<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0"><channel><title><![CDATA[RÚSSIA: Advogada de topo assume-se trans e bi como protesto]]></title><description><![CDATA[<p dir="auto">19 Setembro 2013</p>
<p dir="auto">by Transfofa para <a href="http://portugalgay.pt/news/Y190913A/russia:_advogada_de_topo_assume-se_trans_e_bi_como_protesto" rel="nofollow ugc">PortugalGay.pt</a></p>
<p dir="auto">Masha Bast é a presidente da Associação dos Advogados da Rússia para os Direitos Humanos e já trabalhou em alguns dos casos de direitos humanos do mais alto nível do país.</p>
<p dir="auto">Ela defendeu clientes perseguidos pelo governo por supostamente protestarem violentamente contra a corrupção. Este fim de semana participou numa manifestação nas ruas de Moscovo para protestar contra as draconianas leis anti-LGBT da Rússia.</p>
<p dir="auto">E na semana passada a luta pelos direitos humanos da advogada, sediada em Moscovo, adquiriu um tom pessoal, ao anunciar que é uma mulher transexual bissexual. Bast, que é casada com outra mulher russa, disse que decidiu assumir-se agora como protesto contra a proibição nacional de "propaganda de relações sexuais não tradicionais", que foi aprovada este verão. Desde que a lei, modelada de legislação local similar, passou no parlamento, por unanimidade, os russos LGBT e os visitantes foram espancados, sequestrados, presos, e silenciados no que equivale a uma proibição de identidades LGBT em qualquer espaço público ou privado, que possa ser acessível a menores.</p>
<p dir="auto">Ao jornal The Moscow Times, Bast disse que sua motivação para se assumir publicamente era tripla.</p>
<p dir="auto">"Em primeiro lugar, teria sido muito difícil para mim, pessoalmente, não me assumir", disse Bast. "Em segundo lugar, depois de ter representado as pessoas da Praça Manezh, partidários do Primorsky, e os casos Bolotnaya, quando terminaram finalmente tive a oportunidade de o fazer. Em terceiro lugar, como um protesto contra o que está a acontecer na Rússia de hoje. Eu não poderia apenas sentar-me e não fazer nada ".</p>
<p dir="auto">O Moscow Times perguntou então a Bast o que a "fez" trans. Bast explica pacientemente o significado da palavra trans, ressalvando que se vê a si mesma como mulher, mas também como parte da comunidade LGBT.</p>
<p dir="auto">"Não é uma questão de educação", disse Bast. "É da natureza. É por isso que eu penso que a lei contra a" propaganda homossexual "é uma lei contra as crianças e uma que tem como alvo certos grupos sociais. É uma lei fascista e nada mais."</p>
<p dir="auto">Bast também falou sobre o conhecimento de ser uma rapariga desde os 10 anos de idade, e mesmo ter ido a bailes da escola vestida com roupas femininas, embora enquanto crescia na Rússia soviética, não houvesse pessoas LGBT que ela pudesse olhar como inspiração.</p>
<p dir="auto">"Têm que entender a completa falta de informação sobre o assunto", explicou ela. "Segundo as estatísticas, há milhares de pessoas a passar pelo que eu passei. Imaginem todas as crianças que não têm nenhuma ideia do que está a acontecer com eles. Eu nunca encontrei um homossexual na minha infância e só aprendi o que era um homossexual pelos 14 anos. "</p>
<p dir="auto">Apesar da proibição em todo o país da chamada propaganda homossexual, que impõe multas e possíveis pena de prisão para qualquer grupo de media ou indivíduo que fale positivamente sobre as pessoas ou identidades LGBT, Bast exorta os jovens russos trans para se assumirem publicamente.</p>
<p dir="auto">"Quanto mais cedo, melhor", disse ela. "Não tenham medo dos pais. Muitas pessoas trans preocupam-se sobre como a sociedade os vê e pensam ser um problema para a sociedade. Não pensem assim. É um direito vosso. Se isso fizer alguém desconfortável, isso é problema deles . E especialmente para jovens mulheres trans, não tenham medo de irem a um médico. Há bons médicos em Moscovo e alguns em São Petersburgo que não vão julgá-las. "</p>
<p dir="auto">Bast convidou apoiantes para acompanharem o seu progresso no Facebook, onde pretende postar informações sobre a sua transição clínica, incluindo a terapia hormonal, uma possível cirurgia, e sua resolução de permanecer assumida e viva num país que criminaliza a sua própria existência.</p>
<p dir="auto">Bast também tem seu próprio canal no YouTube, onde ela posta "night blogs" discutindo a transfobia, a transição, e sua vida na Rússia.</p>
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